Lembro isto apenas para ilustrar que escrever não é saber gramática, nem datilografar. É pensar, sentir, e transmitir, a partir de um ponto de vista individual. Essa é a mesma questão que hoje se coloca diante da Inteligência Artificial, capaz de fazer sínteses, analisar e produzir textos, enfim, fazer o que parecia ser atividade exclusiva do humano, e melhor.
A IA deixa a dúvida do que será da humanidade, pois sem escrever, isto é, exercitar o raciocínio, deixando esta tarefa para a máquina, perdemos capacidades. Estamos diante da nossa inutilidade futura, dadas as nossas limitações.
Será a máquina não apenas o substituto do humano, como uma etapa da evolução do humano, na sua busca pela sobrevivência no universo? Pensará, até mesmo sentirá, será mesmo melhor que o humano? E qual o sentido de uma máquina que coleta, produz informação e se desenvolve de maneira contínua e sem fim? Para onde ela vai? Que sentido ela tem?
Resolvi tratar dessas questões em um poema, Oceano negro, que acaba de sair, pela editora Urutau. Achei que somente em poesia podia discorrer sobre ssunto tão complexo que perpassa a ciência e vai além, à metafísica.
Será a máquina não apenas o substituto do humano, como uma etapa da evolução do humano, na sua busca pela sobrevivência no universo? Pensará, até mesmo sentirá, será mesmo melhor que o humano? E qual o sentido de uma máquina que coleta, produz informação e se desenvolve de maneira contínua e sem fim? Para onde ela vai? Que sentido ela tem?
Resolvi tratar dessas questões em um poema, Oceano negro, que acaba de sair, pela editora Urutau. Achei que somente em poesia podia discorrer sobre ssunto tão complexo que perpassa a ciência e vai além, à metafísica.
Creio eu que a ferramenta ajuda o humano; no entanto, não o substitui. Escrever, por exemplo, é resultado da experiência humana e, ainda que máquina seja acúmulo contínuo de conhecimento, não tem a poesia de quem sabe que tudo tem fim.
Viver não é acumular conhecimento, desenvolver, progredir: é experimentar, de preferência a partir do zero, que é qundo mais somos felizes - a criança.
Resta saber o que seria de um mundo sem infância. A máquina juntará todo conhecimento do mundo ou haverá competição: serão muitas máquinas em busca da hegemonia, como espelho do próprio ser humano?
Viver é como escrever ou como dançar. A dança não é o corpo em movimento: é a sensação. É isso que procuro traduzir em Oceano negro: uma visão do futuro, talvez, porém mais voto de fé em nós mesmos.
Viver não é acumular conhecimento, desenvolver, progredir: é experimentar, de preferência a partir do zero, que é qundo mais somos felizes - a criança.
Resta saber o que seria de um mundo sem infância. A máquina juntará todo conhecimento do mundo ou haverá competição: serão muitas máquinas em busca da hegemonia, como espelho do próprio ser humano?
Viver é como escrever ou como dançar. A dança não é o corpo em movimento: é a sensação. É isso que procuro traduzir em Oceano negro: uma visão do futuro, talvez, porém mais voto de fé em nós mesmos.

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