terça-feira, 18 de março de 2025

O século que definiu o futuro: A Exploração do Brasil (1700-1800)

A Exploração do Brasil (1700-1800), foi muito esperado por leitores dos dois livros anteriores e, creiam, mais do que ninguém, por mim mesmo.

Demorou, porque teve a pandemia, logo quando eu começava a pesquisa de campo. Mas isso foi só o começo. Foi um trabalho complexo, por tratar-se de um século muito documentado. A devassa da Inconfidência, por exemplo, é um inquérito judicial com milhares de páginas.

Tive que fazer duas coisas: selecionar o que interessava de relevante e interessante, no meio de um vasto mar de documentos originais e obras já publicadas, assim como descobrir o que nunca foi publicado.

Para poder escrever o livro, preciso eu mesmo entender o que aconteceu - e, na pesquisa, a gente passa por esse processo de aprendizado. Se eu mesmo não chegar a uma conclusão, nem me surpreender com o que encontro, não vou elucidar nem tirar o leitor de onde ele já está.

Nesse aspecto, para mim, o terceiro volume da minha trilogia colonial saiu ainda melhor do que eu podia imaginar. Havia episódios da história sobre os quais eu nada sabia, como a Guerra dos Emboabas, ou sabia mas não entendia, como a Guerra dos Mascates. E havia o que eu sabia e na realidade era completamente diferente, como a Inconfidência Mineira.

Mais que tudo, a narrativa do século revela que tudo foi parte de um mesmo movimento. Foi um século determinante, não apenas para a nossa formação, como para a definição das causas do nosso atraso crônico: econômico, político e social.

Com isso, está completa a minha trilogia colonial, projeto que tomou dez anos da minha vida. Nesse tempo, meu filho cresceu, a vida mudou, e mudou também meu entendimento da vida e do Brasil.

Uma jornada para a qual estão todos convidados - os que já estão nela, com a leitura dos dois primeiros livros, e os que ainda podem embarcar de primeira viagem.

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