Lanço agora pela editora Urutau OCEANO NEGRO, poema em livro, que trata da busca essencial pelo valor da vida diante dos dilemas contemporâneos, a partir da emegrência da inteligência artificial e dos desafios que se apresentam hoje e para o futuro.
Em vez de metafísica, uso a poesia, com um pouco de mitologia clássica, ciência e memória pessoal para tecer uma narrativa íntima, que pode ter algo de épico. Em OCEANO NEGRO, o espaço vazio do universo, para onde caminhamos, Deus não é ser divino, mas o robô de inteligência artificial.
A promessa de eternidade não vem da fé, mas da máquina, como possibilidade de continuidade além da morte. O poema enfrenta dilemas atuais, como o transumanismo e risco da desumanização da sociedade.
No desafio da perpetuidade, viver é morrer para renascer na máquina — não fim, mas evolução. A dúvida persiste: será a máquina humana? A poesia dialoga com a máquina sobre os princípios da humanidade, unindo indivíduo e cosmos, presente, passado e futuro num tempo indivisível.
No limiar entre a civilização de carne e osso, adormecida na “cidade elétrica”, e o “ser-luz” feito de energia, o livro é uma espécie de carta para o futuro, dirigida ao “Grande Carteiro”, guardião de cartas sem resposta, que coleta a informação da humanidade em “museu do sentimento”.
Ao inventar deuses e máquinas, o homem reinventa a si mesmo — e corre o risco de se perder. Contra isto, o poema reafirma a existência humana, dividido em ciclos — Gênese, Civilização, Cosmo — que percorrem da origem mítica ao futuro tecnológico, da criação dos deuses à máquina, onde o progresso ameaça abolir a morte e, com ela, o sentido da vida.
Emergem memórias, lembranças de infância. A solução está na inocência — tanto humana quanto da máquina — que aprende pelo desconhecimento e mantém vivo o impulso do infinito.
Como Hesíodo, em sua Teogonia, onde a poesia funda o humano e o próprio mundo, Oceano negro visa atualizar o gesto arcaico da criação poética em uma era em que ciência, tecnologia e memória pessoal tornam-se novas mitologias.
No fim, OCEANO NEGRO celebra a grandeza criadora do homem, ao mesmo tempo em que reconhece reconhece sua miséria. Nele, afirmo que só a poesia pode dar sentido ao universo inventado , oferecendo ao humano — ou humano-máquina — a chance de resistir ao vazio.
https://editoraurutau.com/titulo/oceano-negro

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